domingo, outubro 22, 2006

Sempre: O Espaço Vazio

Deixei as palavras

Devorar-me os segredos,

Abracei a cidade

E prendi-a entre os dedos.

Cansei-me das ruas,

Das luzes de prata,

Escondi-me nas portas

Em vertigens de faca.

Abri as janelas

Sobre praças divinas,

E fechei-te nos braços

Sob a luz das cortinas.

Mergulhei no abismo

De um olhar tão urgente,

E beijei-te sem pressa

Pedindo-te o sempre.



A vida é só este espaço vazio,

Um instante demente

Entre as margens de um rio.

Um pedaço de tempo,

De mentiras eternas,

Uma névoa de gente

De esperanças pequenas.



Foi então que sonhei

Que não tinhas partido,

Que as mãos eram céu

E as noites comigo.

Acordei num abraço

Sereno de ti,

E foi preso no nada

Que no sonho morri.

Disseste que o quarto

Te fugia das mãos,

Eu perdi-me no medo

Que tivesses razão.

Mata-me a saudade

Agarra-me para sempre…



A vida é só este espaço vazio,

Um instante demente

Entre as margens de um rio.

Um pedaço de tempo,

De mentiras eternas,

Uma névoa de gente

De esperanças pequenas.
Pedro Abrunhosa

3 Comments:

Blogger Hannah said...

Olha n conheço essa música...k estranho.lol O sr abrunhosa tem sp jeito p as letras...a voz é k pronto. Já agora..."Eu estou-bos a ber ai ao fundo!!!!" :P

12:37 da tarde  
Anonymous Paula said...

Sabem k sp k vejo o abrunhosa lembro-me desse episódio de interacção com o público!lol foi na queima do porto n foi? seja como for gozámos ao máximo c isso, velhos tempos de faculdade! ;)

5:17 da manhã  
Anonymous Sónia Serafim said...

Pronto!!!! estou literalmente a babar!!! Lindo amiga, muito bem lembrado!! E esta kuase aí um novo cd...Bjos**

4:47 da tarde  

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