segunda-feira, março 27, 2006

Novo álbum da Skin

Só para avisar, a pedido da minha amiga Skin, que ela lançou um novo álbum... sim, é muito perigoso, já que se se acerta na cabeça de alguém é capaz de fazer um golpe... é preciso fazer sempre um seguro contra lançamentos deste género... bem, espreitem no site www.skinmusic.net, e ouçam Fake chemical state!!

Momento lúdico-narcísico!!



Jo a pensadora!!eheh

Celebrando o Teatro

"Depus a máscara e vi-me ao espelho
Era a criança de há quantos anos
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre criança
O passado que foi
A criança
Depus a máscara e tornei-a a pô-la.
Assim é melhor
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha"
Álvaro de Campos

E com a Arte do Teatro a mascarar a vida que corre lá fora, as letras e as vozes que acompanham Molière e sustentam a comédia e a tragédia (e porque não o drama e o horror à Albarran)... o climax revisto por todos e sentido de diferente forma por todos... porque todos vivem a sua máscara de uma forma própria e sem texto... um guião que se escreve a cada dia... e todos os dias actuamos e procuramos ser aplaudidos, reconhecidos... com ou sem máscara... hoje como todos os dias relemos o texto lido e antecipamos o que possa surgir... até que a máscara caia e fique somente o que resta dela...

Lisboa Menina e Moça



Um retrato da Lisboa que amo... é tão bom voltar às ruas da Baixa, sentir a luz da cidade, o reencontro de memórias... o viver de novos encontros... foi com Lisboa como palco que se brindou à amizade, à diferença, às relações, ao Prof. Brito Mendes, ao Jorge Palma, aos novos rumos... e sempre recordando o passado que nos juntou e uniu... neste palco ou com outro retrato como pano de fundo aguardo o próximo brinde!!Adoro-vos amigas!!!


No castelo ponho o cotovelo
Em Alfama descanso o olhar
E assim desfaço o novelo
De azul e mar
À Ribeira encosto a cabeça
A almofada da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo
Refrão:
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios sãos as colinas, varina
Pregão que me traz à porta ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade amor da minha vida
No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
A aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
Refrão:
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios sãos as colinas, varina
Pregão que me traz à porta ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade mulher da minha vida
Lisboa do amor deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade mulher da minha vida

O Amor no Terceiro Milénio

Deixo-vos este texto...

O Amor no Terceiro Milênio

Por Flávio Gikovate

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início

desde milênio. As relações afetivas também estão passando por

profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os

tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e

prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que

um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossas

felicidades, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer

neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos

sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de

despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela

abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem

de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo,

e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco

romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos

trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo

a companhia, mas não preciso - o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo

individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e

aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual

se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou

salvador de coisa alguma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois

tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos

entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com

egoísmo. O egoísta não tem energia própria, ele se alimenta da energia

que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor,

ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de

dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para

aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o

indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará

para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao

contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são

ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões

exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso

modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o

que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em

quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força

pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do

outro. Ao perceber isso, ele se toma menos crítico e mais compreensivo

quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.

Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o

respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por

alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

"A pior solidão é aquela que se sente quando acompanhado"

Obesidade mental

O PROBLEMA DAS SOCIEDADES MODERNAS É A OBESIDADE MENTAL...

É mais um ponto de vista sobre a sociedade actual!

O Prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity» que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono».
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate».
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma « Alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada. Num dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado «Os abutres», afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.» O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.» As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito Humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»

sexta-feira, março 24, 2006

Loucura e Amor!!

A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café
em sua casa.
Todos os convidados foram. Após o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
- Esconde-esconde? O que é isso? -
perguntou a Curiosidade.
- Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se
escondem.
Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
-1,2,3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer.
A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim.
Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder.
A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele de
baixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo.
O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
- Cem - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar.
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá-lo.
Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer.
Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira,
pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o Amor, gritando por Ter furado o olho com um espinho!
A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas.
Hoje, o Amor é cego e a Loucura o acompanha sempre.

quinta-feira, março 23, 2006

Aventuras no metro no Porto!!

Na passada 2ªfeira senti-me uma verdadeira moura em terra de bimbos (um eufemismo calha sempre bem)!! Ora lá fui eu com dois formandos meus, um cego outro amblíope, a uma reunião ao Porto e fomos uns verdadeiros saloios e estreantes no metro!! Para além de ir com um ao meu lado e o outro aos zigues zagues atrás de mim pelas obras que se encontravam na Avenida dos Aliados, quando chegamos à Trindade para tirar os bilhetes a máquina não falava... ora não é acessível para pessoas com deficiência visual... mas nem tão pouco é explicativa para normo-visuais jeitosas como eu!! Lá veio um nativo que nos explicou e ajudou a tirar os bilhetes... uma novidade incrivel: tem que se comprar o cartão e só depois a viagem em si, depois a escolha por zonas... e finalmente pagar!!Seguiu-se a aventura de encontrar a linha certa e de ultrapassar o desafio de obliterar os bilhetes... que não se obliteram mas sim magnetizam-se e faz um som plim e pontu!!Nos entretantos o que é que aconteceu: aparece uma velhota toda gira a ajudar... aquela ajuda que só atrapalha... de que vale dizer a um cego que as escadas são ali... ali onde?e de que vale dizer que as máquinas estão acolá senão estão acessíveis... e qual é o sentido de dizer o metro já chegou... o cego não é surdo!!!enfim... mais uma de tantas outras observações fantabulásticas... mas quem sou eu para julgar, quando se diz muitas vezes aquelas observações tontas: está a chover?quando se sabe que sim e se vê, se ouve e se sente a chuva!!No fim o balanço foi positivo: o metro é até bastante jeitoso, fala inglês e tudo... e o melhor, os meus dois meninos vão ter estágio!!!Valeu a pena!!

As traquinices do Óscar!!

O meu Óscar já tem 4,55Kgs, já não tem dentes de leite... tá a ficar um homenzinho!!eheh
Ora o que é que este pequeno grande monstrinho faz na ausência aqui da je... muita coisa... se adoptasse o discurso dos pais da actualidade diria que ele era sobredotado, porque abre a porta do frigorífico, ajuda na limpeza da casa (adora roer a vassoura, lutar contra a esfregona e fugir do aspirador), tem dotes de jardineiro, muito atento à mudança das folhas das plantas, curioso e com a mania das escavações (em vasos e tudo onde possa chafurdar)... hiperactivo, mas atenção tem bom prognóstico, não tem défice de atenção... somente uma grande agitação motora... no fundo é um ser activo que luta contra o sedentarismo e corre corre corre pela casa feito um verdadeiro atleta de alta competição... e para mais surpresas... é um gato ligado às novas tecnologias, adora o computador e navegar na Internet!!É um verdadeiro gato da era da tecnologia da informação e da comunicação!!Como mãe adoptiva, estou muito orgulhosa e trago sempre comigo medalhas das suas vastas competências: marcas de uma verdadeira cumplicidade e carinho... aranhões e dentadas!!São os ossos do oficio!!!

terça-feira, março 21, 2006

(Ra)relações... a velha e actual questão... como vivê-las??

Viver relações de qualquer espécie, é concerteza viver momentos de ralação... a espécie amizade é sem dúvida aquela que traduz o equilibrio do eu pela partilha e respeito das diferenças numa linha de complementaridade, onde a discussão é catalizador de amadurecimento ou ruptura... a espécie amor é como que uma especialização com várias valências... o amor dos pais ou o doutoramento sobre o amor inato vs aprendido... um amor que nasce de sensações, que se vai enformando numa forma que se espera de carinho, compreensão, estimulo, afecto... ui tanta coisa...; o amor entre duas pessoas tem sobre si vários parâmetros de análise... a sexualização do amor, a amizade romanceada pela intimidade crescente... a teoria do 1+1=3... o nós enquanto sujeito de análise... sem dúvida que o nós pode viver num estado que caracterizo no verbo "estar": "estamos a conhecer-nos, estamos com receio, estamos a ir devagarinho a descobrir os nossos eus... "; mas concerteza o "estar" evolui para verbos mais determinantes... não me perguntem quais, mas concerteza que existirá um verbo que consolide o estar do nós com o ser dos eus...
Viver a relação do nós é sem dúvida um desafio que implica auto conhecimento dos limites do eu para se respeitar a sua essência e fidelizar-se o nós... não acredito num nós em que o desrespeito vigore, onde a desconfiança é vizinha dos beijos que se trocam, onde o ruído de uma imposição se sobreponha às declarações de cumplicidade... procurar no nós a resposta para o eu e depositar na relação a resolução da solidão sentida não me parece a resposta ideal... não há relações perfeitas, mas tem de haver em qualquer relação o respeito pela essência de cada eu... ferir a integridade física ou psicológica é ferir o 1 que constitui elemento fundamental para a relação... quando isso acontece o 3 constitui ralação... o que pretendo reflectir é que o 3 não deve constituir alimento à dependência de um 1 e ao domínio do outro 1... deve haver um ajustamento natural para que não se fira a liberdade do 1 e do 1 e do 3!!

O equinócio... a Primavera!!!

Hoje é dia de muita coisa... é do dia da árvore, da poesia, do sono... e do equinócio... calmamente o Inverno despede-se com gotas que parecem abençoar uma Primavera com o rejuvenescimento da vida... e depois das gotas da chuva o que vem lá?!! Os amigos polens e as suas lindas alergias... é a loucura!!!
Mas hoje ouvi uma coisa que realmente me deixou a pensar... com achegada de novas estações, deveriamos aproveitar para fazer um balanço e reflectir sobre os nossos rumos, o que já conquistamos, o que já nos frustrou, aquilo que queremos para nós a curto, médio e longo prazo... enfim, uma paragem, uma reflexão, uma redefinição de objectivos e prioridades... acho que é sem dúvida uma boa política, uma estratégia de auto conhecimento, de gestão pessoal dos nossos projectos pessoais, profissionais... nada como reservar para nós um espaço e um tempo para uma introspecção sazonal... não há receitas para conservar relações, não há guiões de manutenção de amizades, não há formas mágicas de resolução de problemas... há atitude, há motivação, há determinação, tem de haver necessariamente um momento de narcisismo para podermos voltar ao mundo e sorrir-lhe!Tenho muito mais do que momentos de introspecção sazonal... por vezes questiono coisas a mais, ou dedico mais a questões do que a vivê-las... mas procuro sorrir sempre para o meu mundo!!Sê bem vinda Primavera!!

segunda-feira, março 13, 2006

Relendo Vergílio Ferreira...

"Gostava de saber porque te amo
nesta forma estranha de te não ter amado nunca"

As indefinições do amor são sem dúvida uma forma simples e genuína de o viver...

Codornizes em pétalas de rosas

Receita para Março

12 rosas, de preferência vermelhas
12 castanhas
Duas colheres de manteiga
Duas colheres de fécula de milho
Duas gotas de essência de rosas
Duas colheres de anis
Duas colheres de mel
Dois alhos
6 codornizes
1 pithaya

Assim sugere Laura Esquivel, uma das receitas de "Como Água para Chocolate"... não há nada como uma codorniz para arrebitar a Vera que chega com a Prima durante este mês... e aqui já cheira a Primavera... isto já tá a ficar sem jeito nenhum... não tou a dizer coisa com coisa... mas não há nada como reler este livro e reinventar os sentimentos com a criatividade desta e doutras receitas...

Boltei!



CUCU!!

sexta-feira, março 03, 2006

Convocatória: Curso de Formação para Homens

Caros Amigos,

Após a nossa última e consequente acta de reunião, procurámos uns consultores que nos apresentaram o seguinte Plano de Formação para que possamos estar ao nível das nossas Mulheres.

Objectivo pedagógico: Curso que permite aos homens desenvolver aquela parte do cérebro de que eles ignoram a sua existência.

Após terminado cada capítulo as suas mulheres irão adorá-los ainda mais.

Capitulo 1: Curso obrigatório.

1. "A minha mulher não é a minha mãe" (350 horas).

2. Entender que o futebol não é outra coisa além de um desporto, e que ficar fora do mundial não é a morte. (500 horas).

Capitulo 2: Vida a dois.

1. Ter filhos sem tornar-se severo. (50 horas).

2. Deixar de dizer idiotices quando a mulher recebe as suas amigas (500 horas).

3. Superar a síndrome de pose do controle remoto. (550 horas).

4. Não mijar fora da sanita. (100 Horas). Exercícios práticos em vídeo.

5. Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário. (800 horas).

6. Como chegar até ao cesto da roupa suja sem se perder. (500 horas).

7. Como sobreviver a um resfriado sem agonizar. (100 horas).

Capitulo 3: Tempo livre.

1. Passar a ferro uma camisa em menos de duas horas (exercícios práticos).

2. Digerir cerveja, gasosa ou qualquer outra bebida sem arrotar à mesa.

(exercícios práticos).

Capitulo 4: Curso de cozinha.

Nível 1 (principiantes): Os electrodomésticos: ON=Ligado, OFF=Desligado.

Nível 2 (avançado): A minha primeira sopa instantânea sem queimar a caçarola.

Exercícios práticos: Ferver a água antes de juntar a massa.

Curso intensivo:

Por motivos de dificuldade no entendimento dos temas os cursos terão no máximo 8 inscritos.

Tema 1: A tábua de passar a ferro: Desde a secagem até ao guarda-fatos, esse misterioso processo.

Tema 2: Electricidade: vantagens económicas de contactar um técnico competente para as reparações, mesmo para as mais básicas.

Tema 3: Ultima descoberta científica: Cozinhar e arrumar a cozinha não provoca impotência (práticas em laboratório).

Tema 4: Cortesia: Porque não é um delito oferecer flores mesmo que esteja já casado com ela.

Tema 5: A origem das coisas: "O papel higiénico nasce ao lado da sanita?"

Exposição sobre o tema reposição espontânea.

Tema 6: Pontaria fisiológica: como levantar a tampa da sanita passo a passo. (Teleconferência com a universidade de Harvard).

Tema 7: Noções ecológicas: Não é necessário agitar as cortinas depois de haver emitido gases intestinais.

Tema 8: Informação básica: Os homens que se perdem podem pedir informação sem parecerem maricas? (testemunhos)

Tema 9: Os detergentes: Doseamento, consumo, utilização. Práticas para evitar danos irreparáveis na casa.

Tema 10: A máquina de lavar roupa: O grande mistério da casa.

Tema 11: Objectos raros: Diferenças entre o cesto da roupa suja e o chão.

Tema 12: Acompanhamento no veículo: O homem no assento de acompanhante: É possível não falar ou agitar-se convulsivamente enquanto a companheira conduz ou estaciona?

Tema 13: Mistérios da higiene pessoal: Analisar em profundidade as causas anatómicas, fisiológicas e psicológicas que não o permitem secar a casa de banho depois do banho.